LEMBRANÇAS A MEU PAI

Saudade dele, antiga e nova,
muita saudade, tão apertada,
que até parece nó na garganta.
Daquele homem, tão bem-amado,
tão acertado, tão desamparado,
que foi meu pai.
Meu pai vivido, hoje enterrado,
que me ensinou sonho e verdade,
que hoje dorme tão sem cuidado.
Contar prá ele, que me deixou,
cá, onde estou, tudo tem dado,
conforme, um dia, ele contou.
Há desenganos de toda sorte,
como previa, como pregava,
mas, ah! meu pai, eu não devia
de lhe contar...
Porém há coisas muito mais doces
que não me esqueço de lhe dizer.
Vivi momentos, que, nem em sonhos,
você consegue me acreditar.
Amei o amor que sempre quis,
honrei a terra que me embalou,
criei poesia, gerei meus frutos,
e, ah! meu pai, eu vi Paris!
Descanse, agora, saudoso pai,
não se agite com tais notícias,
durma e me aguarde, em paz,
que, a noite vindo, lhe direi mais.
Gente!! Que SAUDADE dele!!!!!!!!
Escrito por Dora às 21h39
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