EGOÍSMO

Seja este verso só meu,
inconfundível, mesquinho,
rude, de pobre lavra,
inútil e desconsertado,
porém meu e só meu,
revirando o avesso,
torcido na pele,
suado de sangue e suor,
um verso tão livre
de tão inevitável,
mas, meu, e ainda meu,
e do fundo da mina
do escuro insondável.
Dora Vilela
Escrito por Dora às 10h52
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